
Certa vez Mulla Nasrudin chegou muito , muito tarde em casa. Bateu na porta e sua mulher lhe perguntou. "Nasrudin, que horas são?"
Prosaicamente, Nasrudin disse:"Ainda é cedo. Apenas onze e quinze."
Sua mulher disse: "Não minta para mim. Eu estou olhando justamente para o relogio. Não são onze e quinze, são três e quinze. Anoite já se acabou."
Nasrudin respondeu:" Espera ai! Você acredita mais nesse despertador de vinte rupias do que no seu amado marido! Que droga de casamento é este? Que tipo de mulher você é?"
Você sempre acredita nessa mente estragada de vinte pilas que adiquiriu numa velha loja de mentes usadas. E ela nem mesmo é sua!
Esteve em muitas mãos, milhões de vezes. O que é novo em sua mente? Tudo nela é velho, usado. O que é novo em sua mente?
O que ela tem de original? Tudo nela é emprestado. Quando um homen compra um carro usado, velho antes fica pensando milhões de vezes se deve adiquiri-lo ou não. Mas você nunca pensa sobre o fato de que a sua mente já foi usada por muito; de que todos os seus pensamentos são emprestados, velhos, tolos. Muitos o jogaram fora.
Entretanto você continua acreditando na mente porque ela aprendeu um truque, o truque das promessas. Ela vai prometendo: "Eu lhe darei tudo. Espere, reze, faça isso ou aquilo e Eu o Darei amanhã." -mas sempre adia, e o amanhã nunca vem, não pode vir, tudo o que vem é hoje, agora.
A meditação, o Zen, nunca lhe promete nada. Ela simplesmente lhe dá, aqui e agora. A mente sempre adia, ela diz: Acontecerá, gradualmente, pouco a pouco. Não tenha pressa, é necessário tempo. O caminho é longo. Muito tem que ser feito, e a menos que você o faça, como chegará? " A mente sempre separa os meios dos fins.
Na realidade não há separação. Cada passo é a meta, cada momento é nirvana. O presente é tudo o que existe. O futuro é ilusório: é uma criação da mente.
Mas você acredita na mente, e ela é realmente maravilhosa: ela nem mesmo o desencoraja!
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